Vamos chacoalhar o mundo.
Quem sabe a gente até possa desorganizar um pouco do que hoje já nos parece normal.
Talvez as crianças da rua achem seus sapatos, suas casas, seus pais, que foram se perdendo em tanta bagunça.
Ou talvez a comida acumulada em um dos cantos do mundo, a água e os cobertores, consigam chegar às mãos de quem não tem.
Vamos sacudir o mundo.
Vamos esperar que o juizo paire sobre todas as cabeças.
Vamos tentar encaixar o desejo da matança bem distante dos que possuem uma arma. As vezes sua arma não está a venda em nenhum lugar do mundo, mas só você sabe usá-la.
Quem sabe a paz esteja perdida debaixo dos nossos tapetes empoeirados.
Vamos desvirar o mundo, tirá-lo dessa posição de ponta a cabeça.
Quem sabe a gente consiga colocar os preconceitos, a fome, a desigualdade, os assassinatos, toda a pobreza, a sede, de volta para onde vieram?
Ninguém pode achar isso normal, ninguém pode deixar que você acredite que o mundo é óbvio como é.
segunda-feira, 23 de março de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Não desejo o mal a ninguém, apenas sorrisos. Tento estar feliz sempre, se não estiver também não tenho medo de chorar. Não desejo a ninguém o sentimento de culpa, e se isso acontecer desejo que ainda tenha tempo para pedir perdão. Pois a pior coisa é guardar esse sentimento sempre com você, sem ter podido se manifestar. Ninguém prende ninguém, somos apenas donos de nós mesmos. O que devemos fazer é deixar quando o outro tiver vontade de ir embora, é compreender seus motivos e conseguir se manter feliz. Não há dor que o tempo não cure =) Não há felicidade que o tempo possa apagar e a aprendizagem é a única coisa que sempre te acompanhará onde quer que vá.
Então um conselho que dou a todos, nunca pense que um amanhã não existe, que nada vai dar certo e que a pessoa que se foi sempre será a única. Nada disso é verdade, e você mesmo sabe. ;)
- gabriella maia
Então um conselho que dou a todos, nunca pense que um amanhã não existe, que nada vai dar certo e que a pessoa que se foi sempre será a única. Nada disso é verdade, e você mesmo sabe. ;)
- gabriella maia
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
se vá, se volte pra mim.
Se eu sentir você partir, entrarei em pleno desespero.
Não saberei ousar um futuro simples, de um pretérito perfeito.
Quem me escreverá nos finais de semana?
Se você for embora, meu peito se sobrecarregará de prantos.
Minha voz já não será pronunciada docemente,
Nem em meus cadernos terão versos seus.
Seja lá o que for, não vá embora.
Sob uma árvore, tocarei minha gaita. Ouvirei o bater de asas de um beija-flor.
Sussurrarei no vago dos teus ouvidos. Pintarei um quadro.
Retratarei meu dia num diário. Gravarei teu último sorriso.
Segurarei bem firme sua mão, até que elas comecem a suar.
Beijarei tua face como se nunca mais fosse beijar outra.
Olharei em teus olhos, e num suspiro, saberei que está na hora.
Caminharei uns segundos, olharei para trás como num filme de cinema.
Acenarei, vendo você seguir rumo ao horizonte.
E uma lágrima, uma última lágrima, derramarei.
Será minha alma, meu coração, meu infinito.
Mas não vá embora de vez, enquanto isso fica a saudade
de quadros pintados, dedos manchados de tinta, lábios molhados, roupas ao chão,
gaita guardada, folhas rasgadas, versos ao lixo, e um último beijo.
[ Gabriella Maia - inspiração chegou ao som de Renato Russo, com uma puta dor de garganta! ]
Não saberei ousar um futuro simples, de um pretérito perfeito.
Quem me escreverá nos finais de semana?
Se você for embora, meu peito se sobrecarregará de prantos.
Minha voz já não será pronunciada docemente,
Nem em meus cadernos terão versos seus.
Seja lá o que for, não vá embora.
Sob uma árvore, tocarei minha gaita. Ouvirei o bater de asas de um beija-flor.
Sussurrarei no vago dos teus ouvidos. Pintarei um quadro.
Retratarei meu dia num diário. Gravarei teu último sorriso.
Segurarei bem firme sua mão, até que elas comecem a suar.
Beijarei tua face como se nunca mais fosse beijar outra.
Olharei em teus olhos, e num suspiro, saberei que está na hora.
Caminharei uns segundos, olharei para trás como num filme de cinema.
Acenarei, vendo você seguir rumo ao horizonte.
E uma lágrima, uma última lágrima, derramarei.
Será minha alma, meu coração, meu infinito.
Mas não vá embora de vez, enquanto isso fica a saudade
de quadros pintados, dedos manchados de tinta, lábios molhados, roupas ao chão,
gaita guardada, folhas rasgadas, versos ao lixo, e um último beijo.
[ Gabriella Maia - inspiração chegou ao som de Renato Russo, com uma puta dor de garganta! ]
terça-feira, 4 de novembro de 2008
"Retomarei minhas energias
Sentarei e tomarei um chá.
Dê-me sua xícara e não me peça-a de volta.
E por favor, sente-se e tome comigo. "
Voltarei ao meu posto, chegarei em casa, passa das três.
Quantas vezes o mundo já deu suas voltas?
Enquanto encontra-se em sua cadeira de balanço,
Ninguém mais tem descanso.
Volte-se à sua cama, acoste-se e durma.
Ninguém mais sente este sono.
Pegue seu prato, teu garfo, tua ânsia.
Feche os olhos e agora não pense em nada.
Não fique sensível, para não perceber
Que alguém, ainda tem fome.
[ um apelo à desigualdade social ! obrigada ]
Sentarei e tomarei um chá.
Dê-me sua xícara e não me peça-a de volta.
E por favor, sente-se e tome comigo. "
Voltarei ao meu posto, chegarei em casa, passa das três.
Quantas vezes o mundo já deu suas voltas?
Enquanto encontra-se em sua cadeira de balanço,
Ninguém mais tem descanso.
Volte-se à sua cama, acoste-se e durma.
Ninguém mais sente este sono.
Pegue seu prato, teu garfo, tua ânsia.
Feche os olhos e agora não pense em nada.
Não fique sensível, para não perceber
Que alguém, ainda tem fome.
[ um apelo à desigualdade social ! obrigada ]
Quero a leve brisa, um doce sonho
Na natureza, a cor. As cigarras cantantes
A agitação perceptível num balançar de folhas,
Num esvoaçar de cabelos,
Num juntar de lábios secos.
Quando pegas em minhas mãos
Olhando com profundos olhos aos meus
Sinto-me numa imensidão várzea.
As notas não passam de um "lá"
A batida segue a do meu coração
Como se não bastasse apenas nós
Num chão, meio ao verde, rumo ao sonho
De uma eterna paixão.
Vozes, gritos, de uma relva falante,
De uma tarde pacata,
De uma órbita desorbitante.
Suspiros e ruídos de carros freiando,
Flores caindo, frutos nunca existentes.
Nada de colheitas nesse lugar, nada.
Um investimento sem cultivo
Nada retorna, nada recíproco.
Mas é incansável, não determina um só laço
Mas encontra-se em quem não teme
Doar-se, renovar-se, encantar-se.
É sentir o que o amor tem pra dar.
Uma névoa, um calor
Nós, numa só sintonia, num só abraço
Beijos à todo vapor.
... fell, stay, make, LOVE!
Na natureza, a cor. As cigarras cantantes
A agitação perceptível num balançar de folhas,
Num esvoaçar de cabelos,
Num juntar de lábios secos.
Quando pegas em minhas mãos
Olhando com profundos olhos aos meus
Sinto-me numa imensidão várzea.
As notas não passam de um "lá"
A batida segue a do meu coração
Como se não bastasse apenas nós
Num chão, meio ao verde, rumo ao sonho
De uma eterna paixão.
Vozes, gritos, de uma relva falante,
De uma tarde pacata,
De uma órbita desorbitante.
Suspiros e ruídos de carros freiando,
Flores caindo, frutos nunca existentes.
Nada de colheitas nesse lugar, nada.
Um investimento sem cultivo
Nada retorna, nada recíproco.
Mas é incansável, não determina um só laço
Mas encontra-se em quem não teme
Doar-se, renovar-se, encantar-se.
É sentir o que o amor tem pra dar.
Uma névoa, um calor
Nós, numa só sintonia, num só abraço
Beijos à todo vapor.
... fell, stay, make, LOVE!
E quanto ao pranto que lhe seduz
Reluzia ao meu peito, a dor do mundo
Que chorava aos meus ouvidos
E me tocava.
Jazia meu grande amor
Que foi-se pelos ventos e brisas.
No momento que despertei à solidão
Saberia, falaria, mesmo
Quando soltei sua doce mão.
[ engraçado foi como escrevi esse poeema. falei do nada: Deyse pega um papel e uma caneta. ai ela: eu não! Falei: Pega, to com uma ideia, rapido! Ai , claro ela pegou ! :D Comecie a escrever e ta ai o/ ]
Beijinhooss!
Reluzia ao meu peito, a dor do mundo
Que chorava aos meus ouvidos
E me tocava.
Jazia meu grande amor
Que foi-se pelos ventos e brisas.
No momento que despertei à solidão
Saberia, falaria, mesmo
Quando soltei sua doce mão.
[ engraçado foi como escrevi esse poeema. falei do nada: Deyse pega um papel e uma caneta. ai ela: eu não! Falei: Pega, to com uma ideia, rapido! Ai , claro ela pegou ! :D Comecie a escrever e ta ai o/ ]
Beijinhooss!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Olga - Fernando Morais [trecho do livro]
[...]Inúmeras vezes o estoque de remédios da tropa era integralmente utilizado para atender às miseráveis populações encontradas pelo caminho. A tragédia das condições de vida das populações que a Coluna cruzava pelo interior horrorizava os comandantes, ambos nascidos em famílias da classe média: mesmo tento convivido com a pobreza do Sul, defrontavam-se com um Brasil ainda mais faminto, miserável, atrasado. Ao ver criancinhas arrancando raízes do chão para fazerem a única refeição do dia, Prestes se convencia ainda mais da necessidade de mudar a face daquele país. [...]
Esse trecho diz muito !
Esse trecho diz muito !
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